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06/10/2009
26º Domingo do Tempo Comum Ano B
Categoria: Igreja Santa Luzia

Jesus disse, se alguém quer me seguir tome a sua cruz e venha após mim. Como seguidores e seguidoras do Mestre devemos continuar a caminhar anunciando a todos a Boa Nova, a Boa Notícia. O Senhor já veio, é preciso acordar e se enforcar para viver este novo tempo, somos todos chamados à vida de comunhão, vivendo com dignidade e reconhecendo a dignidade do outro. 

PRIMEIRA LEITURA (Gn 2,18-24) nos apresenta parte da narrativa da criação, aparecendo a figura de Adão que se sente só. Deus reconhece isso dizendo: “não é bom que o homem esteja só” (v.20). Mostra dessa forma que o ser humano foi criado para ser relacional, para ter alguém com o qual possa comunicar-se. Deus faz uma auxiliar, a mulher. O sentido de auxiliar não significa inferioridade. Podemos afirmar que o desejo de Deus é que a mulher não seja superior e nem inferior, mas com igual dignidade. A mulher foi feita para completar o homem. É na comunhão que ser humano, homem e mulher se completam. Deus apresentou-a, não foi Adão que a descobriu, mas foi apresentada. Isto significa que a mulher é dom de Deus para o homem. Adão alegrou-se, ficou eufórico, enamorou-se, ao vê-la ele diz: “é ossos dos meus ossos” (v.22), “carne de minha carne”. Isto corresponde a dizer alguém igual a mim, quanto à natureza, e quanto aos direitos. Alguém igual, não só fisicamente, mas também espiritualmente.

SEGUNDA LEITURA (Hb 2,9-11) somos de igual dignidade, o salmo 127 mostra que o homem será abençoado e viverá do trabalho de suas mãos e sua esposa será fecunda  com seus filhos ao redor da mesa da família. Isto não coloca a mulher em nível de inferioridade, pois além de gerar, poderá trabalhar, pois a ela foi dado o dom da vida, que não se restringe em só gerar, mas também educar. Jesus esteve em nosso meio como homem, sofreu e experimentou a morte, mas ressuscitou no terceiro dia, por isso foi elevado a glória dos céus. Salvou-nos a todos e se fez nosso irmão, e não se envergonha de assim nos chamar.

EVANGELHO (Mc 10,2-16) no texto de Marcos Jesus é questionado sobre a indissolubilidade do matrimonio. Ao responder esclarece ao dizer que homem e mulher serão uma só carne. No versículo (9) ele fala de forma irrevogável dizendo: “o que Deus uniu que não separe o homem”. Por isso a tradição da Igreja nunca admitiu alguma exceção. Podemos afirmar diante da resposta de Jesus que ele mostra que a mulher tem a mesma dignidade do homem quando afirma no versículo (12) que se a mulher repudiar seu marido e casar com outro comete adultério, tanto quanto o homem. Portanto a dignidade é a mesma para ambos. Atualmente estamos diante de uma realidade que afeta a nossas famílias. O que será que acontece com nossas famílias que apresentam um alto índice de separação? Fica a pergunta: onde estamos errando? Será que os namorados não sabem escolher seus parceiros? Quem sabe estamos colocando nossas esperanças somente nas coisas materiais?  Quem sabe banimos, exilamos Deus das famílias? Ou estamos nos alimentando com “alimentos contaminados”. Não procuramos mais a Palavra de Deus, não dialogamos, não rezamos mais em família. Caminhamos pelos caminhos do individualismo, estamos ao lado da pessoa que dizemos que amamos, mas nossa mente e nosso coração está longe. Família que reza unida permanece unida. Precisamos colocar em nossas vidas a palavra “fidelidade”, precisamos redescobrir a comunidade (Igreja) e lá fazer comunhão com outros irmãos, é preciso ter sentido de pertença. Precisamos dialogar perdoar e pedir perdão, gerar com e por amor. Descobrir a grandeza do serviço mútuo entre o casal, é preciso convidar Deus para fazer parte de nossas famílias. Onde nós estamos colocando nossa esperança? Qual é a rocha em que construímos nossas vidas? Ainda há tempo, podemos viver melhor, e ser mais felizes.



Fonte: Pe. Inácio B. Giacomelli





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