10/11/2009
32º Domingo do Tempo Comum Ano B
Categoria: Igreja Santa Luzia
Neste Domingo a liturgia nos apresenta duas viúvas generosas, elas oferecem de sua indigência. Elas não dão do que lhes sobra, ao contrário dão daquilo que elas têm para sua sobrevivência. Elas representam os pobres e pequeninos, eles são os preferidos do Senhor. Isso não quer dizer que o Senhor rejeita os que têm o necessário, ao contrário é porque na sua indigência os pequeninos colocam a sua esperança no Senhor, somente Nele e mesmo tendo pouco para a sua sobrevivência partilham, são solidários com aqueles que não têm. Ainda neste domingo podemos identificar outro personagem que dá tudo o que tem, ele é Jesus Cristo que dá a própria vida.
PRIMEIRA LEITURA (1Rs 17,10-16) esta leitura relata a história da grande seca (três anos) que não chovera na região. A realidade foi terrível, como fala a Elias a viúva de Sarepta: “só tenho um punhado de farinha e um pouco de azeite, estou procurando lenha para fazer o último pão para comermos e depois esperar a morte” (v.12), eu e meu filho. Elias confiou no Senhor que disse que uma viúva o sustentaria e pede que lhe dê o pão. Ela por sua vez confia e reparte de sua pobreza com Elias e com isso é abençoada: nem a farinha e nem o azeite lhe faltou. A abundância do óleo e da farinha é sinal de tempo messiânico, que se realiza pela fé. Esse episódio é para lembrar a rejeição por parte de Israel aos profetas e ao mesmo tempo os benefícios concedidos aos pagãos que acolhem os profetas de Deus.
SEGUNDA LEITURA (Hb 9,24-28) nesta leitura Jesus doa-se totalmente em favor da humanidade para redimi-la. Seu sacrifício é perfeito e pleno, oferecido “uma vez por todas” (vv. 25-28). É com o seu sangue derramado, que se conclui a nova aliança, construindo novos relacionamentos de amor entre os homens. Isto significa vida nova, pecados perdoados, novo povo de Deus. Jesus é o único sacerdote da nova aliança, sacerdote e também vítima perfeita. Não como os sacerdotes que todos os anos tinham que oferecer sacrifícios para remir seus pecados e os pecados do povo. Pois Jesus entrou no verdadeiro santuário, (céu) não construído com mãos humanas. Ele entrou como sacerdote e vítima, vítima perfeita capaz de derrubar o mal.
MARCOS (12,38-44) a verdadeira generosidade está no dar até o pouco que se têm, confiando que a providência tudo proverá. Nesta passagem Jesus chama atenção para se precaver contra aqueles que transformam o saber em poder para viver às custas das pessoas simples. Estas pessoas perdem o verdadeiro sentido da vida e vivem num mundo de falsidade, contrário a vontade de Deus. Jesus está sentado ao lado do local onde eram depositadas as ofertas para o templo. Ele observa as pessoas colocarem suas ofertas no cofre e percebe uma viúva que coloca duas moedinhas. Ele chama atenção dos discípulos dizendo que ela deu da sua indigência, por isso deu mais do que todos. Ela prefigurava o próprio Cristo em sua entrega total ao Pai. Concluímos dizendo que as protagonistas deste domingo são as duas viúvas, que deveriam se ajudadas pelo templo. A oferta das duas viúvas nos questiona. Como estamos nós com o nosso dízimo? Como estou com as minhas ofertas? O que eu ofereço a Deus daquilo que recebo? Cuidemos para não dar migalhas para Deus. Costumo freqüentar a minha Comunidade (Igreja) aos domingos? O que estou ensinando aos meus filhos? Tenho coragem de abrir a Palavra de Deus e ler com eles? Esforcemos-nos para fazer bem a nossa parte, porque a parte que compete a Deus ele faz muito bem? Pratiquemos a justiça, coloquemos os nossos dons a serviço dos outros. Se assim fizermos quando chegar o entardecer de nossas vidas possamos apresentar nossas mãos cheias de obras solidárias e não sejamos como “piedosos exploradores das pessoas simples”.
Fonte: Pe. Inácio B. Giacomelli
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