26/02/2010
Apreensão de cocaína sobe no Brasil, diz ONU
Categoria: Diversas
As apreensões de cocaína são as que mais aumentam no Brasil, de acordo com relatório divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento foi elaborado pela Junta Internacional Fiscalizadora de Entorpecentes (Jife) e aponta que em 2008, 19,7 toneladas da droga foram encontradas no País. O número é 15% superior aos dados dregistrados em 2007. Já as de maconha sofreram queda e em 2008, 187,1 toneladas do entorpecente foram apreendidas, contra 199 toneladas em 2007.
O relatório aponta que “as longas áreas costeiras da América do Sul são um desafio para as autoridades de controle de tráfico de drogas na região”. Segundo o documento, aproximadamente a metade da cocaína apreendida no Brasil em 2008 havia sido traficada por rotas aéreas. Também houve um aumento no uso das chamadas “mulas” (pessoas que transportam a droga no próprio corpo) e do transporte da cocaína dissolvida em líquidos.
O relatório da ONU adverte ainda para a “diversificação” verificada nos negócios das organizações criminosas dedicadas ao tráfico de drogas na América do Sul. Para a Jife, o continente, que já era considerado uma das grandes áreas de destino do ecstasy produzido principalmente na Europa e na América do Norte, está se tornando também um grande produtor da droga.
Outra preocupação é o consumo abusivo de medicamentos controlados que cresce rapidamente no mundo e já supera todo o abuso somado de heroína, cocaína e ecstasy. A informação foi divulgada em um relatório formulado pelo Departamento Internacional de Controle de Narcóticos, ligado à ONU.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o excesso de remédios “é a segunda questão mais importante do abuso de drogas, depois da maconha”, diz o texto, apontando a existência de 6,2 milhões de norte-americanos viciados em remédios em 2008. A estimativa é que em vários países da Europa entre 10% e 18% dos estudantes usam sedativos ou tranquilizantes sem receita. O estudo cobra medidas dos governos para monitorar ou proibir sites de farmácias ilegais que vendem medicamentos roubados, desviados ou em alguns casos falsificados.
Fonte: A Notícia